Novas gerações aprendem idiomas ancestrais

A Direção Nacional de Educação Intercultural Bilíngue (Dineib), em conjunto com a Confederação de Nacionalidades Indígenas do Equador e a Agência Catalã de Cooperação ao Desenvolvimento, desenvolveu o projeto Sasiku, que pretende dar às comunidades do Equador os meios para preservar suas línguas indígenas, como a quase extinta waotededo, de indígenas waodani localizados na Amazônia equatoriana, que conta agora com apenas 3.000 falantes.

Iniciado em 2006, o programa oferece licenciatura em Educação Intercultural Bilíngue em universidades que aceitam participar. Dentro desse curso os docentes e os alunos viajam para aldeias que ainda falam o idioma ancestral devido à distância dos centros urbanos e lá o estudam e aprendem, entre aulas de espanhol, matemática, ecologia e horticultura.

O programa não surgiu apenas para salvar uma língua, mas também para fazer com que culturas inteiras tenham seu espaço cultural preservado. Com o domínio do castelhano em todos meios de comunicação e o desejo da população indígena jovem em migrar para as cidades em busca de oportunidades e empregos, oito línguas indígenas do país já correm o risco de desaparecer. O quéchua é a única que se mantém forte, mas outras não têm tanta sorte, como o caso do zápara, que atualmente só é falada por seis idosos.

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